Justiça mantém decisão de suspender matrículas do vestibular da Uncisal - Sertão News 24 Horas

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Justiça mantém decisão de suspender matrículas do vestibular da Uncisal


Desembargador Domingos Neto negou recurso de candidato aprovado na 2ª lista.



O desembargador Domingos de Araújo Lima Neto, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) manteve a decisão de primeiro grau que suspendeu as matrículas do vestibular da Universidade Estadual de Ciências Médicas de Alagoas (Uncisal) até que sejam prestadas informações claras acerca das duas listas de aprovados.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça desta terça-feira (6). O recurso julgado pelo desembargador foi interposto por João Ignácio Oliveira Uchôa, que foi aprovado na segunda lista divulgada pelo Instituto AOCP, mas ficou impedido de realizar a matrícula no curso de medicina da Uncisal por conta da liminar proferida em 28 de janeiro de 2018.

Com o objetivo de viabilizar a sua matrícula, o impetrante requereu, liminarmente, a concessão do efeito suspensivo, para cassar a decisão proferida pelo magistrado Antônio Emanuel Dória Ferreira. O candidato considerou legítima a retificação realizada pela banca examinadora ao divulgar uma nova lista.

Para o desembargador Domingos de Araújo Lima Neto, relator do processo, a medida determinada na decisão de primeiro grau é razoável para assegurar o direito de todos os envolvidos.

“É imprescindível a demonstração clara e congruente dos problemas técnicos no sistema de cálculo de resultados que justificaram a recorreção das provas, como também dos critérios utilizados para a obtenção dos novos resultados”, disse o desembargador, em decisão.

Depois que o resultado do vestibular foi divulgado, o Instituto AOCP, organizador das provas, constatou erros no sistema do cálculo. Dias depois, a Uncisal divulgou uma lista de aprovados corrigida, que deixava de fora 157 candidatos que apareciam na primeira relação.

Na terça-feira (6), o Instituto AOCP disse ao Ministério Público (MP-AL) que o erro no primeiro resultado divulgado, que provocou sua anulação, foi cometido por um funcionário da empresa responsáve por programar o sistema que fez a correção das provas aplicadas no primeiro dia do vestibular.

O vestibular foi anulado após o instituto alegar que problemas técnicos no sistema de cálculo dos resultados provocaram um erro na classificação dos candidatos. Uma nova lista de aprovados com diversas mudanças nas colocações dos canditados foi divulgada pela Uncisal alguns dias depois, mas a Justiça suspendeu as matrículas.




Fonte: G1 AL