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Alagoanos economizam para seguir a Seleção durante a Copa na Rússia



Tarcio Lopes e a esposa, Paula Malta, só souberam que tinham conseguido os ingressos pouco tempo antes do Mundial. Pelo amor ao futebol, o jeito foi montar um roteiro econômico.



Estar presente em todas as partidas da seleção brasileira em uma Copa do Mundo não é tarefa fácil. Mas os alagoanos Tarcio Lopes, 33, e sua esposa, Paula Malta, 37, estão tentando economizar em tudo o que podem para chegar até a final, mesmo com um planejamento feito às pressas, apenas três meses antes da abertura.
Apesar dos desafios, nada parece intimidar o publicitário e a servidora pública federal, casados há quatro anos. A aventura rumo ao Mundial teve início quando eles conseguiram comprar os ingressos que tanto queriam: o que fornece passe livre para todos os duelos do Brasil, conforme o time fosse avançando nas fases da Copa.
“Tentamos no ano passado, mas sem êxito. Mas conseguimos na segunda rodada. Então, decidimos montar nosso roteiro e esquematizar a logística e os gastos em cima disso”, contou Tarcio Lopes ao G1.
Com a oportunidade garantida de ver os craques da Seleção de perto, o casal pesquisou as melhores formas de tornar a viagem viável e de se adequar a uma realidade de custo baixo. Tudo para estar presente em cada um dos jogos.
“Fizemos um roteiro com mais de 50 páginas para nos prepararmos melhor, e planejamos o corte de gastos no transporte, na alimentação e na hospedagem, já que não sabíamos por quanto tempo a gente permaneceria na Rússia”, disse o publicitário.
Tarcio e Paula sentiram o coração acelerar e o nervosismo tomar conta quando o Brasil entrou em campo pela primeira vez na Copa deste ano, contra a Suíça, no dia 17 de junho. A correria valeu a pena.
“É algo à flor da pele, e a gente sente a mesma pressão do time, com eles. É legal, diferente e gostoso. Cada gol, é um gol de título. A Paula ficou com medo de que eu tivesse um problema cardíaco”, brincou.
Mas, para experimentar essa adrenalina, o casal precisou fazer uma viagem de trem que durou 17 horas, entre Moscou e Rostov-on-Don.
 “Sabíamos que as viagens seriam longas, mas existem trens gratuitos entre as cidades-sede para quem tem os ingressos. Sendo assim, a gente aproveitou e emitiu as passagens para fazer os deslocamento. Também em dia de jogo, temos acesso gratuito aos transportes públicos, então economizamos nesses aspectos”, explicou Tarcio.
Para sentir novamente como se estivessem com os jogadores em campo, e com o distintivo na camisa do uniforme – sem falta, Tarcio e Paula tiveram que enfrentar outra longa viagem, dessa vez de sete horas. O objetivo era a partida contra a Costa Rica, em São Petersburgo.
“São Petersburgo e Moscou são cidades próximas, tem um trem-bala que faz essa viagem em três, quatro horas, mas teríamos que pagar. Então, preferimos pegar o trem da Fifa, que também é bem confortável”, avaliou.
E não foi só o transporte que foi organizado para economizar. Vale de tudo para o dinheiro não acabar antes da final - torcendo para que o Brasil chegue até lá, claro.
“Conseguimos apartamentos sem serviços de hotelaria, mas com boas diárias, e nos surpreendemos com a qualidade dos imóveis e da hospedagem.”
Cultura e alimentação tipicamente russas
Para a alimentação, o publicitário falou que eles dão preferência aos restaurantes locais, para conhecer a culinária russa e ainda assim manter a média de gastos.
“As sopas são boas, como a de beterraba que é bem tradicional, os crepes russos, e o strogonoff, que já é uma comida mais conhecida no Brasil também, mas que é daqui. É o item que talvez nós mais valorizamos, gostamos de bons restaurantes”, falou Tarcio.
Ele contou também que, entre os lances e placares, esperam chegar em um patamar de custo diário entre 60 e 70 dólares por pessoa, já que não sabem o tempo que vão passar no país. “Organizando os custos, a gente tá conseguindo fazer uma viagem bacana e enriquecedora”, justificou.
Como qualquer programação turística, há também os passeios nos pontos mais populares da Rússia. Tarcio e Paula buscaram um jeito de ter conhecimento sobre os locais sem pagar pelo serviço dos guias. 
“Preparamos o roteiro e estudamos muito os pontos turísticos. Com as informações em mãos, os custos ficam só com as entradas e os ingressos nos locais”. Por conta das economias, eles conseguiram conhecer também países próximos.
Quando questionado sobre as interações com os russos e a percepção de receptividade e organização do país para receber o evento, eles contaram que, até então, não viram motivos para críticas.
“A Rússia está se mostrando um país organizado no que envolve a Copa do Mundo. Estamos tendo facilidade com a receptividade, mas a dificuldade é a língua. O alfabeto cirílico é muito complexo. Já aprendemos uma parte e conseguimos falar algumas palavras, mas mesmo assim é muito difícil”, acrescentou.
Com a vitória do Brasil na última quarta (27), a próxima parada de Tarcio e Paula é a cidade de Samara. Eles vão fazer uma viagem de 20 horas, para mais um encontro marcado com a Seleção no duelo contra o México. Haja coração!

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